{"id":1425,"date":"2015-07-14T11:44:24","date_gmt":"2015-07-14T14:44:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/?page_id=1425"},"modified":"2020-05-25T07:12:41","modified_gmt":"2020-05-25T10:12:41","slug":"membros","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/membros\/","title":{"rendered":"Membros"},"content":{"rendered":"<div class=\"clear\">&nbsp;<\/div>\n<article id=\"mestre-irineu\" class=\"staff post-1429 risen_staff type-risen_staff status-publish has-post-thumbnail hentry\">\n<div class=\"image-frame staff-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-risen-square-thumb size-risen-square-thumb wp-post-image\" title=\"\" src=\"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Mestre-Irineu-180x180.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" srcset=\"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Mestre-Irineu-180x180.jpg 180w, http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Mestre-Irineu-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Mestre-Irineu-55x55.jpg 55w\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"180\"><\/div>\n<div class=\"image-frame staff-image\"><strong>Mestre Irineu<\/strong><\/div>\n<div class=\"staff-content\">\n<header>\n<h1>&nbsp;<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"post-content\">\n<p class=\"art-postheader\">Raimundo Irineu Serra nasceu, em S\u00e3o Vicente Ferrer no Maranh\u00e3o no dia 15 de dezembro de 1892, filho de Sancho Martinho Serra e Joana de Assun\u00e7\u00e3o Serra, uma cat\u00f3lica devota. De seus pais temos poucas informa\u00e7\u00f5es. Sabemos que seu pai fora escravo em um grande engenho de cana de propriedade de um grande coronel da regi\u00e3o chamado Mariano de Matos, da\u00ed o seu sobrenome. Sua certid\u00e3o de batismo indica por\u00e9m que teria nascido dois anos antes, 1890 portanto. A origem do nome bem poderia ser alguma devo\u00e7\u00e3o que o Padre Jos\u00e9 Br\u00e1ulio, que realizou o batist\u00e9rio na igreja constru\u00edda pelos dominicanos , nas cercanias do igarap\u00e9 Cajapi\u00f3, por S\u00e3o Irineu, o grande m\u00e1rtir e doutor da igreja do s\u00e9culo II. Apesar de pura especula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, bem poderia ser uma coincid\u00eancia auspiciosa, na medida que S\u00e3o Irineu recebeu influ\u00eancia direta das comunidades ligadas ao apostolo Jo\u00e3o, atrav\u00e9s de S\u00e3o Policarpo, disc\u00edpulo do mesmo. E alguma coisa na miss\u00e3o do depois mestre Irineu nos remete aos an\u00fancios feito no 4\u00ba evangelho sobre o Par\u00e1clito, o Consolador Prometido, o pr\u00f3prio Santo Daime por ele descoberto.<\/p>\n<div class='yrm-content yrm-content-2 yrm-content-hide  ' id='yrm-LW68D' data-id='2' data-show-status='false' data-after-action='' style=\"visibility: hidden;height: 0;\">\n\t\t\t<div id='yrm-inner-content-yrm-LW68D' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-2'><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Irineu era o primog\u00eanito dos seis filhos do casal Sancho e Joana. Os outros irm\u00e3os eram Dico, Ver\u00f4nica, Matilde, Maria e Nh\u00e1 Dica, a ca\u00e7ula. Consta que quando o pai morreu o padrinho de Irineu , Paulo Serra, irm\u00e3o de sua m\u00e3e, assumiu a educa\u00e7\u00e3o do menino. Irineu, como filho mais velho tamb\u00e9m teve que assumir algumas das responsabilidades do pai em rela\u00e7\u00e3o `a casa e aos irm\u00e3os mais novos. Consta que Irineu viveu com a fam\u00edlia em S\u00e3o Vicente Ferrer at\u00e9 a idade de 12 anos, portanto, at\u00e9 1904. Neste ano ele passou a residir em S\u00e3o Lu\u00eds, a capital do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">N\u00e3o temos muitas informa\u00e7\u00f5es sobre a sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Ele contava que, quando menino, quando fazia alguma coisa errada era disciplinado em sonhos e vis\u00f5es, sendo obrigado a ficar ajoelhado em cima do arroz em casca num grande paiol. E que anos depois quando teve a vis\u00e3o de Clara ela lhe confirmou ser a causa daqueles corretivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Existem alguns relatos de hist\u00f3rias da sua mocidade sobre sua participa\u00e7\u00e3o nas brincadeiras e folguedos de rapaz. Ele era um jovem vigoroso, com quase 2 metros de altura, corpulento . Inspirava confian\u00e7a e tinha grande capacidade de lideran\u00e7a. Pelo visto era tamb\u00e9m muito \u201carteiro\u201d. Segundos os relatos colhidos , Irineu esteve \u201cnoivo para casar\u201d de uma mo\u00e7a chamada Fernanda, filha do Sr Candido Al\u00edpio. Ele enfrentava uma certa resist\u00eancia da m\u00e3e contra este casamento por ela achar que ele era ainda muito jovem para contrair tal responsabilidade. Um dia ele teria ido aconselhar-se com seu padrinho Paulo Serra, que lhe teria dito: \u201c-Irineu, um homem para se casar precisa antes dar uma volta no mundo, saber quanto custa isto e aquilo, para depois garantir que pode sustentar uma fam\u00edlia, etc.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Mais ou menos por esta \u00e9poca teria se metido numa grande confus\u00e3o durante um tambor de crioula. Ele tinha sido proibido pela m\u00e3e de frequentar este tipo de festa onde havia atabaques, batucadas e muita cacha\u00e7a. Mas assim mesmo ele foi, na companhia de seu primo Casimiro, que era quase t\u00e3o grande quanto ele. E se envolveram numa grande pancadaria. Inventaram de cortar com um ter\u00e7ado todos os punhos das redes do dono da casa, derrubaram as portas, a maior confus\u00e3o. A m\u00e3e foi avisada do ocorrido j\u00e1 tarde da noite e foi pedir ajuda ao irm\u00e3o Paulo, que Irineu muito respeitava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">No outro dia, pela manh\u00e3 cedo, Paulo foi at\u00e9 a casa da irm\u00e3 e foi logo perguntando para ela aonde estava Irineu. Quando ele se apresentou, foi recebido com tr\u00eas chicotadas de rebenque na cabe\u00e7a. Depois que o padrinho se retirou, segundo o depoimento de Apr\u00edgio Antero Serra, seu primo, \u201c- ele pegou uma cal\u00e7a de saco, uma camisa de brim alfacim, colocou tudo dentro de um saco de trigo e ganhou o mundo; s\u00f3 reapareceu 46 anos depois\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Talvez a id\u00e9ia de viajar j\u00e1 estivesse presente no esp\u00edrito de Irineu, influenciado pelos conselhos do tio e padrinho. Mas sem Duvida foram as 3 chicotadas que se tornaram o argumento decisivo que o impeliu em busca do seu destino. O que o levou inclusive, depois dos quase 50 anos, quando voltou\u2019a sua terra natal para rever a fam\u00edlia, que ele agradecesse ao tio justamente por isto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Mas no ponto que estamos, o jovem Raimundo ainda n\u00e3o tinha nenhuma no\u00e7\u00e3o da grandiosidade do seu destino. Certamente este j\u00e1 influ\u00eda de alguma maneira, sem que ele suspeitasse. Nem que fosse no desprendimento necess\u00e1rio para tomar a decis\u00e3o da viagem, para renunciar aos seus la\u00e7os familiares, \u2018a sua terra natal, etc. \u00c9 bem poss\u00edvel que, j\u00e1 a\u00ed, as for\u00e7as espirituais e a guia da Virgem Soberana M\u00e3e, que lhe acompanhariam durante toda a sua vida, j\u00e1 fossem operantes, inspirando seus passos e lhe dando for\u00e7as para seguir e enfrentar as adversidades que ainda estavam por vir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Ao que tudo indica, tudo isto se passou em 1911, data que Raimundo Irineu Serra embarcou de S\u00e3o Luis para Manaus. Depois de uma passagem breve em Bel\u00e9m, onde chegou a trabalhar de jardineiro para juntar algum dinheiro, foi para Manaus, onde morou aproximadamente um ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Nesta \u00e9poca no mundo (ou melhor na Europa, ent\u00e3o considerada o mundo), ru\u00eda a chamada belle- epoque, a relativa paz do final do s\u00e9culo XIX e come\u00e7o do s\u00e9culo XX e as expectativas criadas pelo credo positivista e a cren\u00e7a de que o progresso material traria o aperfei\u00e7oamento moral e o progresso para a humanidade. J\u00e1 se viam os pren\u00fancios da primeira guerra mundial, engendrada justamente pelos conflitos de posse das na\u00e7\u00f5es industrializadas sobre os mercados coloniais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Manaus por\u00e9m estava no auge do seu esplendor. R\u00e9citas de Caruso e pe\u00e7as teatrais de Sarah Bernahdt, os grandes artistas da \u00e9poca, aconteciam no luxuoso teatro da cidade. Euclides da Cunha, ap\u00f3s a reportagem sobre Canudos e a jovem rep\u00fablica, iniciava sua expedi\u00e7\u00e3o \u2018a Amaz\u00f4nia, o Inferno ou Para\u00edso verde, dependendo do ponto de vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Seguramente para a burguesia opulenta que freq\u00fcentava o Teatro de Manaus, a Amaz\u00f4nia era um para\u00edso. J\u00e1 para os imigrantes nordestinos que iam em busca de riqueza, como o jovem Irineu e seus conterr\u00e2neos, a situa\u00e7\u00e3o era bastante diferente. Logo caiam em si do inferno que era para os seringueiro os rigores da empresa seringalista. Que devido a sua alta rentabilidade , depois da eclos\u00e3o da guerra, impulsionou um setor altamente din\u00e2mico na economia nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Raimundo Irineu Serra, depois deste ano em Manaus, embarcou em um navio em dire\u00e7\u00e3o ao rec\u00e9m anexado territ\u00f3rio do Acre. Consta que ainda fez pequenas paradas em Itacoatiara e Eurinep\u00e9. Chegou em Xapuri no dia 14 de mar\u00e7o de 1912. Permaneceu nesta cidade \u00e0s margens do rio Aquiry, por cerca de 2 anos. Rec\u00e9m chegado \u00e0 nova vida de seringueiro Irineu veio a relatar muito tempo depois uma hist\u00f3ria que revela de forma exemplar o seu car\u00e1ter. Quando ele chegou de Manaus e chegou no seringal Nossa Senhora do Bom Futuro, para ser destinado a uma das coloca\u00e7\u00f5es, como era de praxe, o anotador do barrac\u00e3o foi confeccionar a nota das mercadorias e utens\u00edlios que ele deveria levar. Conversador, ele perguntou da proced\u00eancia de Irineu e como ele dissesse ser maranhense, ele logo acrescentou que todos os maranhenses que conhecera eram sabidos e perguntou se ele sabia escrever. Irineu , segundo contou anos depois, para n\u00e3o desmerecer o seu estado, disse que sim. Mas logo depois, quando o homem foi embora, foi acometido de uma crise de consci\u00eancia, que o levou a pedir ao amigo uma carta de ABC para que ele pudesse estudar e cumprir com o que tinha afirmado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Em 1914 mudou-se para Brasil\u00e9ia, perto de Cobija , onde passou a trabalhar no seringal Nossa Senhora do Bom Futuro, pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira boliviana.Foi nestas paragens que conheceu aos irm\u00e3os Antonio e Andr\u00e9 Costa, Maranhenses como ele. E a partir destes conterr\u00e2neos, foi que o negro, gigante e trabalhador Irineu iria iniciar um novo cap\u00edtulo da sua hist\u00f3ria, que o transformaria no Mestre Irineu que todos n\u00f3s conhecemos e reverenciamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Neste ponto da nossa hist\u00f3ria , os relatos puramente biogr\u00e1ficos, de reconstitui\u00e7\u00e3o dos fatos e incidentes triviais que levaram Irineu ao seu encontro com a ayahuasca, sofrem um divisor de \u00e1guas. A partir deste encontro, alem da hist\u00f3ria concreta, entramos tamb\u00e9m no territ\u00f3rio do mito. Os relatos v\u00e3o se agrupando, condensando, passando pelo testemunho de diversas gera\u00e7\u00f5es, num processo n\u00e3o isento de contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Os relatos de primeira m\u00e3os, as lembran\u00e7as do pr\u00f3prio Mestre, contadas na intimidade de uma roda de disc\u00edpulos no alpendre de sua casa, ganham diversas tonalidades pedag\u00f3gicas ou moralizantes , de acordo com as inten\u00e7\u00f5es dos novos interlocutores. A hist\u00f3ria real \u00e9 idealizada pela cria\u00e7\u00e3o an\u00f4nima e coletiva da f\u00e9 de milhares de pessoas que conviveram e se beneficiaram da presen\u00e7a de um homem santo. E isto n\u00e3o \u00e9 nem conden\u00e1vel nem sequer menos real e verdadeiro. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 gra\u00e7as a este tipo de processo que a trajet\u00f3ria dos grandes vultos encarnados deixam suas sementes para a posteridade. E atrav\u00e9s desta linguagem, misto de realidade e mito, seus ensinos s\u00e3o mais facilmente compreendidos e suas sementes frutificam .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Anos de forma\u00e7\u00e3o e mestria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, foi portanto a partir de 1912, no mais tardar in\u00edcio de 1913 que Irineu, j\u00e1 entrosado com Ant\u00f4nio Costa, que era regat\u00e3o e o visitava com certa freq\u00fc\u00eancia em sua coloca\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou a se interessar pela ayahuasca. Provavelmente o in\u00edcio de sua inicia\u00e7\u00e3o na bebida teria sido em 1914, quando enfim Antonio Costa o teria levado para uma sess\u00e3o com um xam\u00e3 peruano. Depois passaram a tomar o ch\u00e1 juntos na mata, por ocasi\u00e3o das visitas do regat\u00e3o \u00e0 sua coloca\u00e7\u00e3o . Que por sinal era a extrema, ou seja \u00faltima moradia do seringal. Nesta sequ\u00eancia de trabalhos, onde aconteceu o contacto com Clara, seguiu provavelmente at\u00e9 1917, quando o ent\u00e3o rec\u00e9m iniciado Irineu seguiu para Sena Madureira. Por\u00e9m antes disto ele conseguiu, gra\u00e7as a sua extraordin\u00e1ria capacidade de trabalho, acertar as contas com o patr\u00e3o e foi morar na cidade de Brasil\u00e9ia. Juntamente com Antonio e agora com um novo personagem Andr\u00e9 Costa, seu irm\u00e3o e comerciante na cidade. Juntos eles criaram o CRF, que perdurou ainda alguns anos depois da partida de Irineu para Sena Madureira. Em 1921 foi fechado pelas autoridades locais, quando numa onda de persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">A partir dai existe uma linha de hist\u00f3rias que derivam dos relatos do pr\u00f3prio Mestre Irineu aos seus seguidores mais pr\u00f3ximos.Que por sua vez j\u00e1 passaram estes relatos para a outra gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 dentro dos processos constitutivos do pr\u00f3prio mito, que n\u00e3o nos cabe diferenciar aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">O que queremos enfatizar \u00e9 a sua trajet\u00f3ria espiritual e o tempo relativamente recente em que esta hist\u00f3ria se desenvolveu, o que ainda nos permite tra\u00e7ar suas linhas mestras com clareza. Mesmo a ocorr\u00eancia de algumas historias aparentemente contradit\u00f3rias sobre o primeiro contacto de Irineu com a ayahuasca, n\u00e3o chegam a inviabilizar a base comum que existe entre elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Por\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao momento crucial do encontro de Irineu com a bebida, parece bastante mais fact\u00edvel a vers\u00e3o que conta sua ida em alguma sess\u00e3o ayahuasqueira onde se chegava at\u00e9 a fazer chamadas do Diabo e onde ele viu as cruzes se multiplicando, do que a outra vers\u00e3o mais lend\u00e1ria, onde ele teria sido iniciado junto a um xam\u00e3 de nome Cresc\u00eancio Pizango. Nesta vers\u00e3o, ele teria obtido o reconhecimento do esp\u00edrito do curandeiro na cuia onde Irineu e seus companheiros estariam bebendo a ayahuasca. Sem d\u00favida, ambas as vers\u00f5es passaram a ser citadas posteriormente pelos disc\u00edpulos do mestre e de alguma maneira representam duas etapas distintas do seu aprendizado e inicia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Depreende-se que, posteriormente a este contacto, foi que ele, na continuidade das sess\u00f5es desenvolvidas junto aos irm\u00e3os Costa , ainda cortando seringa na selva, teve o memor\u00e1vel encontro com a senhora de nome Clara, numa noite de lua cheia. Este parece ser , sem d\u00favida, o fato estruturante , o marco zero da miss\u00e3o do mestre Irineu e o in\u00edcio da Doutrina. Com pequenas varia\u00e7\u00f5es, os relatos se referem a uma vis\u00e3o que tomou forma corp\u00f3rea e a partir da qual, o rec\u00e9m nomeado mestre foi recebendo as instru\u00e7\u00f5es e aconselhamentos que o fizeram o fundador de uma miss\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Data dai a entrega feita pela rainha do seu primeiro hino, Lua Branca, quando o exortou a que balbuciasse as estrofes que ela lhe estava inspirando naquele momento e que ele dentro de sua timidez julgava ser incapaz de fazer. Este belo hino abre n\u00e3o apenas o seu Hin\u00e1rio do Cruzeiro, como inaugura a forma de recep\u00e7\u00e3o de hinos que \u00e9 marca registrada de todo o trabalho espiritual que se segue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Durante as andan\u00e7as realizadas enquanto era o guarda valores da Comiss\u00e3o de Limites, \u00e9 bem prov\u00e1vel que Irineu tenha obtido novos horizontes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ayahuasca. Pois \u00e9 seguro que tenham tido contactos com diversas tribos da regi\u00e3o ocidental da Amaz\u00f4nia que j\u00e1 faziam uso imemorial da ayahuasca. Alguns resqu\u00edcios destes contactos podem estar contidos nos hinos que falam dos caboclos, das entidades da floresta e outras chamadas que eram empregadas de forma mais parcimoniosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Uma nova etapa se abre na sua hist\u00f3ria quando ele, voltando de todas estas andan\u00e7as, senta pra\u00e7a na guarda territorial de Rio Branco.Neste tempo \u00e9 que conhece seus primeiros companheiros, Guilherme Germano (o maninho, seu colega de farda) e Jos\u00e9 das Neves. Consta que antes dele iniciar oficialmente seus trabalhos, costumava, nos dias de folga, ir para mata preparar a bebida e realizar sess\u00f5es com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Apenas em 1931 os trabalhos foram oficializados j\u00e1 na na Vila Ivonete, onde o mestre residia. Temos alguns relatos dos primeiros trabalhos, que eram feitos com 6 hinos do mestre e alguns do Germano, que iam sendo repetidos at\u00e9 o raiar o dia. Outros companheiros chegaram depois como Maria marques, Jo\u00e3o Pereira e Antonio Gomes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Quando o mestre se mudou para o Alto da Santa Cruz (localizar e datar), teve in\u00edcio uma nova fase da expans\u00e3o da Doutrina, com a chegada de novas fam\u00edlias. A sua fama de curador, rezador e de orientador espiritual foi tomando vulto a ponto dele ser procurado e reconhecido por pessoas influentes da sociedade local, incluindo autoridades do governo e pol\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Os trabalhos foram sendo aperfei\u00e7oados sempre segundo as orienta\u00e7\u00f5es que o mestre recebia em suas vis\u00f5es e mira\u00e7\u00f5es da rainha. A primeira farda era confeccionada com brim caqui , com dolman e um chapeuzinho tipo turco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Neste processo de consolida\u00e7\u00e3o do seu hin\u00e1rio e do pr\u00f3prio ritual, teve muita import\u00e2ncia a figura de D. Percilia, uma esp\u00e9cie de filha adotiva do mestre e que era professora.Era a ela que ele recorria para por em linha de instru\u00e7\u00e3o os pr\u00f3prios hinos que recebia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Inicialmente os trabalhos eram basicamente os de concentra\u00e7\u00e3o e das cantorias nos dias santos. Depois foram instru\u00eddos os trabalhos de cura e a reza do exorcismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">J\u00e1 na deecada de 50, depois da separa\u00e7\u00e3o do mestre da sua terceira mulher, Dona Raimunda (ao que consta devido aos constantes atritos que ele tinha com a sua sogra), ele se casou com a jovem Peregrina Serra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Pouco depois, empreendeu uma viagem ao Maranh\u00e3o, como j\u00e1 vimos, para rever os parentes. De l\u00e1 trouxe seus dois sobrinhos Daniel e Jo\u00e3o (?) Serra\u2026Ele mesmo contou que durante a viagem, no conv\u00e9s do navio, tomando Daime teve muitas mira\u00e7\u00f5es. Teria sido nesta \u00e9poca que recebera o hino Fortaleza e a nova farda que ainda hoje se constitui na farda oficial dos seus trabalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Depois de sua volta desta viagem ao Maranh\u00e3o e em toda a d\u00e9cada seguinte \u00e9 que ampliou-se consideravelmente o seu c\u00edrculo de disc\u00edpulos: Loredo, Chico Granjeiro,Tet\u00e9o, Luis Mendes, Sebasti\u00e3o Mota Mota, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Foi durante esta \u00e9poca que tamb\u00e9m se consolidaram as outras ramifica\u00e7\u00f5es principais da ayahuasca, como a UDV do mestre Jos\u00e9 Gabriel da Costa em Porto velho e a Barquinha do mestre Daniel pereira de matos tamb\u00e9m em Rio Branco. Mas data igualmente desta mesma \u00e9poca o in\u00edcio dos preconceitos e as persegui\u00e7\u00f5es contra o Daime. Mesmo com a sua reputa\u00e7\u00e3o e costas quentes, o mestre foi alvo de intoler\u00e2ncia, falat\u00f3rios e inf\u00e2mias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">A nova sede foi inaugurada em meados da d\u00e9cada de sessenta (precisar). Do final dos anos 60 para o in\u00edcio do 70, o mestre recebeu os hinos novos ou Cruzeirinho. Seu nome era uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria dentro do Estado do Acre e sua Doutrina tinha granjeado, no que pese as eventuais campanhas difamat\u00f3rias , um reconhecimento por parte de parcelas crescentes da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\">Em 6 de julho de 1971, \u00e0s 9h da manh\u00e3 ele faleceu na sua rede. Seis meses antes tinha estado bastante enfermo.Como disse no seu pen\u00faltimo hino, os pedidos foram tantos, que ele voltou e obteve uma prorroga\u00e7\u00e3o. Nestes seis meses que teve antes de agravar novamente sua enfermidade, marcou o local onde gostaria de ser enterrado. E anunciou de certa forma seu passamento no seu \u00faltimo hino, Pisei na terra fria. O enterro foi um acontecimento na cidade.Ainda em vida, o mestre passou a dire\u00e7\u00e3o dos trabalhos para o senhor Le\u00f4ncio Gomes.<\/p>\n<p><\/div>\n\t\t<\/div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-2 yrm-more-button-wrapper  '\n\t\tdata-custom-more-class-name='' data-custom-less-class-name=''><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-2 ' data-rel='yrm-LW68D' data-more='Leia mais..' data-less='Exibir menos..'><span class='yrm-text-wrapper yrm-text-wrapper-custom-dimensions'><span class=\"yrm-button-text-2 yrm-button-text-span\">Leia mais..<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<p><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content --><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"clear\">&nbsp;<\/div>\n<article id=\"padrinho-sebastiao\" class=\"staff post-1000 risen_staff type-risen_staff status-publish has-post-thumbnail hentry\">\n<div class=\"image-frame staff-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-risen-square-thumb size-risen-square-thumb wp-post-image\" title=\"\" src=\"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/padrinho-sebastiao-180x180.png\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" srcset=\"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/padrinho-sebastiao-180x180.png 180w, http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/padrinho-sebastiao-150x150.png 150w, http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/padrinho-sebastiao-55x55.png 55w\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"180\"><\/div>\n<div class=\"image-frame staff-image\"><strong>Padrinho Sebasti\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div class=\"staff-content\">\n<header>\n<h1>&nbsp;<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"post-content\">\n<p class=\"art-postheader\">Sebasti\u00e3o Mota de Melo, nasceu no Seringal Monte L\u00edgia em 1920, e desde cedo demonstrou propens\u00e3o para fazer viagens astrais e ter vis\u00f5es dos seres encantados da floresta. Come\u00e7ou sua carreira de curador e rezador nos ermos do Vale do Juru\u00e1. Desenvolveu-se mediunicamente na Doutrina Esp\u00edrita atrav\u00e9s de seu compadre Oswaldo, que era kardecista. Mudou-se para Rio Branco com a fam\u00edlia em 1957, onde levava uma vida de colono e atendia doentes do seu c\u00edrculo de parentes, compadres e afilhados. Foi um homem simples, de s\u00f3lida convicc\u00e3o esp\u00edrita e trabalhador incans\u00e1vel.<\/p>\n<div class=\"art-postcontent\">\n<div class=\"art-article\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><div class='yrm-content yrm-content-2 yrm-content-hide  ' id='yrm-sIhx8' data-id='2' data-show-status='false' data-after-action='' style=\"visibility: hidden;height: 0;\">\n\t\t\t<div id='yrm-inner-content-yrm-sIhx8' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-2'>Disc\u00edpulo do Mestre Irineu, recebeu deste o dom de expandir o Culto do Santo Daime por todo o pa\u00eds e al\u00e9m de suas fronteiras. Em 1974 mandou registrar sua entidade religiosa e filantr\u00f3pica, denominada Cefluris \u2013 Centro Ecl\u00e9tico da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, sociedade sem fins lucrativos respons\u00e1vel pelo trabalho espiritual desenvolvido com a bebida sacramental denominada Santo Daime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1980 transferiu a comunidade, que vivia nos arredores de Rio Branco, para uma \u00e1rea virgem no interior da floresta, denominada Seringal Rio do Ouro. Em 1982 fundou o assentamento que hoje vem a ser a Vila C\u00e9u do Mapi\u00e1, onde foi um incans\u00e1vel trabalhador, tanto na parte espiritual como material. Gostava de trabalhar na constru\u00e7\u00e3o de canoas e fazer grandes caminhadas pela floresta que tanto amava e conhecia. Nos seus \u00faltimos anos recebeu carinhosamente os afilhados que chegavam de todas as partes do mundo. Fez algumas viagens ao sul do pa\u00eds para conhecer as igrejas que tinham se formado em torno dos seus ensinamentos. S\u00f3 nesse momento foi que conheceu o mar, o que muito o emocionou. Faleceu em 20 de janeiro de 1990 no Rio de janeiro, onde se encontrava para se tratar de uma grave doen\u00e7a card\u00edaca que o acometera h\u00e1 alguns anos.<\/div>\n\t\t<\/div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-2 yrm-more-button-wrapper  '\n\t\tdata-custom-more-class-name='' data-custom-less-class-name=''><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-2 ' data-rel='yrm-sIhx8' data-more='Leia mais..' data-less='Exibir menos..'><span class='yrm-text-wrapper yrm-text-wrapper-custom-dimensions'><span class=\"yrm-button-text-2 yrm-button-text-span\">Leia mais..<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content --><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"clear\">&nbsp;<\/div>\n<\/article>\n<article id=\"padrinho-alfredo\" class=\"staff post-1429 risen_staff type-risen_staff status-publish has-post-thumbnail hentry\">\n<div class=\"image-frame staff-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-risen-square-thumb size-risen-square-thumb wp-post-image\" title=\"\" src=\"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Padrinho-Alfredo_jpg-180x180.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" srcset=\"http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Padrinho-Alfredo_jpg-180x180.jpg 180w, http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Padrinho-Alfredo_jpg-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.casadecuraris.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Padrinho-Alfredo_jpg-55x55.jpg 55w\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"180\"><\/div>\n<div class=\"image-frame staff-image\"><strong>Padrinho Alfredo<\/strong><\/div>\n<div class=\"staff-content\">\n<header>\n<h1>&nbsp;<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"post-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Alfredo Greg\u00f3rio de Melo nasceu no dia 7 de janeiro de 1950 no Seringal Ad\u00e9lia, Vale do Juru\u00e1, sendo o segundo filho de Sebasti\u00e3o Mota de Melo e Rita Greg\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda adolescente, acompanhava o pai, juntamente com seu irm\u00e3o mais velho Waldete, nos trabalhos do Alto Santo com o Mestre Irineu. Eram longas caminhadas de quase cinco horas de dura\u00e7\u00e3o para sair da Col\u00f4nia Jarbas Passarinho at\u00e9 a Cust\u00f3dio Freire e chegar na sede do Mestre Irineu no Alto Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Sebasti\u00e3o Mota iniciou os trabalhos na Col\u00f4nia Cinco Mil, com um grupo de fam\u00edlias de colonos que se agrupara em torno de sua figura carism\u00e1tica, seu filho Alfredo foi um dos seus principais auxiliares, demonstrando desde muito cedo seus dons espirituais.<\/p>\n<div class='yrm-content yrm-content-2 yrm-content-hide  ' id='yrm-t7W3g' data-id='2' data-show-status='false' data-after-action='' style=\"visibility: hidden;height: 0;\">\n\t\t\t<div id='yrm-inner-content-yrm-t7W3g' class='yrm-inner-content-wrapper yrm-cntent-2'>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mostrou logo sua capacidade de lideran\u00e7a e dotes administrativos, motivo pelo qual, ainda em vida do seu pai, foi escolhido por este para ser o seu sucessor espiritual, secundado pelo irm\u00e3o Waldete. Teve tamb\u00e9m importante papel na constru\u00e7\u00e3o da comunidade e j\u00e1 na d\u00e9cada de 1970, foi al\u00e7ado no cargo de administrador geral. Foi um dos grandes animadores do ideal comunit\u00e1rio e o bra\u00e7o direito de Sebsti\u00e3o Mota quando da transfer\u00eancia do povo da Col\u00f4nia Cinco Mil para o Rio do Ouro e dali para o Mapi\u00e1.<\/p>\n<p>A partir do come\u00e7o da d\u00e9cada de 80, Alfredo Greg\u00f3rio esteve \u00e0 testa da implanta\u00e7\u00e3o da comunidade no Rio do Ouro, onde esta permaneceu durante dois anos. Foi em sua gest\u00e3o que se consolidou o crescimento do movimento daimista por muitas cidades brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi neste per\u00edodo de viagens entre a Col\u00f4nia Cinco Mil e a implanta\u00e7\u00e3o do Rio do Ouro, que Alfredo desenvolveu seus dons espirituais natos e consolidou sua lideran\u00e7a espiritual. Data desta \u00e9poca os c\u00e9lebres trabalhos de S\u00e3o Miguel que deram origem ao ritual do mesmo nome, numa \u00e9poca em que se estavam firmando os estudos medi\u00fanicos abertos pelo Padrinho Sebasti\u00e3o e a comunidade da Cinco Mil passava por um grande apuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1984, abriu-se a oportunidade para que ele realizasse sua primeira viagem ao sul do pa\u00eds, percorrendo milhares de quil\u00f4metros em visita as igrejas que se formavam, a bordo de uma velha Toyota rec\u00e9m doada. Esteve tamb\u00e9m no INCRA em Bras\u00edlia levando v\u00e1rias cartas de apresenta\u00e7\u00e3o e apoio das autoridades, quando da sua visita em 1982 ao Rio do Ouro. Tempos depois, a mando do Minist\u00e9rio do Interior, t\u00e9cnicos do INCRA voltaram a visitar o Mapi\u00e1 nos idos de 1986 , reconhecendo a ineg\u00e1vel realiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria da Vila. Eles opinaram pela necessidade da cria\u00e7\u00e3o de uma Associa\u00e7\u00e3o de Moradores ou de uma Cooperativa para respaldar a reivindica\u00e7\u00e3o apresentada pelos representantes da comunidade, no sentido de conseguir a legaliza\u00e7\u00e3o das terras em seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a partir deste parecer que foi a fundada a Associa\u00e7\u00e3o de Moradores da Vila C\u00e9u do Mapi\u00e1 (AMVCM) em 1987. A Associa\u00e7\u00e3o, que teve na figura de L\u00facio Mortimer um dos seus grandes incentivadores, passou a representar a comunidade, realizar contatos a n\u00edvel de governo, encaminhar as muitas demandas da popula\u00e7\u00e3o e a administrar o dia-a-dia da vida comunit\u00e1ria, funcionando nos moldes de uma pequena prefeitura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carpinteiro de forma\u00e7\u00e3o, Alfredo deixou sua contribui\u00e7\u00e3o em praticamente todas as obras de vulto realizadas na Vila. Em 1987, diante da constata\u00e7\u00e3o do crescimento da visita\u00e7\u00e3o da irmandade das igrejas do sul, liderou os demais carpinteiros na constru\u00e7\u00e3o da atual Igreja, uma obra desafiadora diante das prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do lugar. A igreja deveria abrigar 600 pessoas bailando e foi erguida em formato hexagonal, com 26 metros de di\u00e2metro, tendo uma coluna central de sustenta\u00e7\u00e3o de 17m de altura, constitu\u00edda de uma imensa pe\u00e7a de castanheira. Atualmente comanda a constru\u00e7\u00e3o de um novo templo, ainda maior, para acomodar uma irmandade que tende a crescer cada vez mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 90, ap\u00f3s a passagem do seu pai, patrono e fundador da Igreja, Alfredo Greg\u00f3rio assumiu de direito aquilo que j\u00e1 vinha exercendo de fato: a lideran\u00e7a espiritual do movimento do Santo Daime, a vertente origin\u00e1ria do tronco do Mestre Irineu Serra e que seguiu o desdobramento dado pela lideran\u00e7a do Padrinho Sebasti\u00e3o. Juntamente com a sua m\u00e3e , a Madrinha Rita e Waldete Mota de Melo, seu irm\u00e3o mais velho, compuseram o trio que ainda respondem pelo comando doutrin\u00e1rio, assessorados pelo Conselho Superior Doutrin\u00e1rio, escolhidos entre os membros mais antigos e capazes da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meados dos anos 90 realizou-se a primeira comitiva que percorreu o Brasil e logo em seguida o exterior, levando grupos de m\u00fasicos e cantores, realizando trabalhos que conquistaram o apre\u00e7o de buscadores espirituais de todas as partes do mundo. Foi a partir esta \u00e9poca que se formaram os n\u00facleos daimistas na Holanda, Espanha, It\u00e1lia, B\u00e9lgica, Estados Unidos, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lider espiritual inconteste, conhecedor profundo da doutrina e da floresta que tanto ama, o Padrinho Alfredo acumula o cargo de diretor executivo da ICEFLU, presidente do Conselho Doutrin\u00e1rio da Igreja e secret\u00e1rio geral do INSTITUTO CEFLURIS. Seu maior objetivo agora, al\u00e9m do acompanhamento dos diversos n\u00facleos e igrejas no pa\u00eds e no exterior, \u00e9 o trabalho voltado para a pr\u00f3pria Floresta Amaz\u00f4nica. Buscando realizar o sonho de seu pai, retornou ao seringal Ad\u00e9lia no vale do Rio Juru\u00e1, onde ambos nasceram. Aproveitando a rica experi\u00eancia na gest\u00e3o do C\u00e9u do Mapi\u00e1, empenhou-se na constru\u00e7\u00e3o da Vila Ecol\u00f3gica C\u00e9u do Juru\u00e1 e no melhoramento de outras comunidades nos mun\u00edcipios de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, no Acre, e Ipix\u00fana, no Amazonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu hin\u00e1rio, denominado de O Cruzeirinho, \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o do Hin\u00e1rio do Justiceiro do Padrinho Sebasti\u00e3o e se caracteriza por uma musicalidade mais moderna e uma inspira\u00e7\u00e3o direta na Natureza. Muitos hinos cantam louvores `a M\u00e3e Terra numa linguagem bastante po\u00e9tica e de grande simplicidade. A \u00faltima parte do seu Hin\u00e1rio, denominada de a Nova Era, abre esta nova fase na nossa Doutrina e coincide com o in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o das novas comunidades no Vale do Juru\u00e1. Mais recentemente ele abriu um terceiro hin\u00e1rio denominado \u201cNova Dimens\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depreende-se dentro desta novo hin\u00e1rio uma forte liga\u00e7\u00e3o entre a mensagem espiritual e a quest\u00e3o ambiental e planet\u00e1ria, o alerta para a preserva\u00e7\u00e3o da floresta e uma relembran\u00e7a constante das profecias acerca dos perigos da rea\u00e7\u00e3o da Natureza diante da constante a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria do homem exercida contra ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente o Padrinho Alfredo divide seu tempo entre sua grande casa no Mapi\u00e1 que abriga al\u00e9m dos 13 filhos, netos , noras , agregados e afilhados e suas constantes viagens pelo Brasil e pelo mundo. Juntamente com seus auxiliares mais diretos, continua em franca atividade na dire\u00e7\u00e3o das diversas frentes de trabalho que constituem o movimento espiritual, social e ambiental do Santo Daime.<\/p>\n<p><\/div>\n\t\t<\/div><div class='yrm-btn-wrapper yrm-btn-wrapper-2 yrm-more-button-wrapper  '\n\t\tdata-custom-more-class-name='' data-custom-less-class-name=''><span title='' data-less-title='' data-more-title='' class='yrm-toggle-expand  yrm-toggle-expand-2 ' data-rel='yrm-t7W3g' data-more='Leia mais..' data-less='Exibir menos..'><span class='yrm-text-wrapper yrm-text-wrapper-custom-dimensions'><span class=\"yrm-button-text-2 yrm-button-text-span\">Leia mais..<\/span><\/span><\/span><\/div><br \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content --><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"clear\">&nbsp;<\/div>\n<\/article>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Mestre Irineu &nbsp; Raimundo Irineu Serra nasceu, em S\u00e3o Vicente Ferrer no Maranh\u00e3o no dia 15 de dezembro de 1892, filho de Sancho Martinho Serra e Joana de Assun\u00e7\u00e3o [&hellip;]<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1425","page","type-page","status-publish","hentry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1425","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1425"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1425\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.casadecuraris.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}